Há uma estratégia comum entre cibercriminosos para enganar usuários na hora de baixar programas: o typosquatting. Ao digitar nomes de softwares em buscadores, como o Google, resultados falsos aparecem no topo devido a domínios fraudulentos que se assemelham aos originais, aproveitando a confiança do internauta.
Caracteres de outros alfabetos e repetições de vogais são algumas das artimanhas usadas nessa tática. Por exemplo, um domínio como niike.com pode passar despercebido ao usuário distraído. Outra técnica é o uso de extensões diferentes, como sites 7-Zip.com em vez do legítimo 7-Zip.org.
Como esses sites não têm tempo para ganhar autoridade orgânica (SEO), eles pagam por anúncios em plataformas como o Google Ads. Assim, surgem com a tag “Patrocinado” acima do site real, o que aumenta as chances de cliques por parte de usuários menos atentos. Ao acessar, o layout é idêntico ao original, dificultando a identificação do golpe.
Para evitar cair nesse tipo de armadilha, recomenda-se verificar sempre o domínio exibido na barra de endereços. Pular a sessão de resultados patrocinados e conferir links orgânicos também reduz riscos. Outra dica é recorrer à Wikipedia, que lista os domínios oficiais dos programas. Mesmo com antivírus, a desconfiança e a atenção aos detalhes permanecem como principais defesas contra golpes baseados em engenharia social.

