A Sociedade Rural Brasileira (SRB) repudiou a invasão ao terminal portuário da Cargill em Santarém, ocorrida na madrugada de sábado. A entidade classificou a ação como "inaceitável", destacando a depredação e a intimidação de funcionários durante o incidente. A SRB pediu uma resposta imediata dos Poderes Executivo e Judiciário para que as operações sejam normalizadas.
O conflito está relacionado ao Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inclui hidrovias no Programa Nacional de Desestatização. Os indígenas do Conselho Tapajós e Arapiuns consideram que essa medida ameaça a qualidade da água e a pesca nas comunidades ribeirinhas. O governo federal reafirma que o decreto é apenas para estudos técnicos.
Os protestos começaram em janeiro com bloqueios ao terminal, e, após um mês sem resposta do governo, as ações se intensificaram. Na madrugada de sábado, os manifestantes invadiram o complexo portuário, interrompendo as operações. A Justiça Federal negou o pedido da Cargill para retirar os manifestantes.
No domingo, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a suspensão da licitação de dragagem e informou que reuniões estavam previstas com autoridades governamentais. Outras entidades do setor também emitiram notas de repúdio à invasão nos dias anteriores.

