A nova taxa global de 15% anunciada pelo governo dos Estados Unidos deve beneficiar o Brasil, reduzindo em média 13,6% as tarifas aplicadas sobre os produtos nacionais exportados para o país. Antes da decisão, a alíquota média era de 26,3%, enquanto a nova cobrança global diminui o valor para 12,7%.
Além do Brasil, a China — principal parceiro comercial brasileiro — e a Índia também registrarão cortes significativos nas tarifas, de 7,1% e 5,6%, respectivamente. No entanto, aliados históricos dos EUA, como União Europeia, Reino Unido e Japão, serão os mais impactados negativamente pelas mudanças.
Durante agenda oficial na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a preocupação com o novo tarifário. Ele afirmou não desejar uma nova Guerra Fria pautada por preferências comerciais e defendeu relações equilibradas entre nações. Lula ressaltou que o diálogo inclui outros temas além dos minerais críticos, como investimentos e a comunidade brasileira nos EUA.
O Palácio do Planalto confirmou que a reunião bilateral entre Lula e Donald Trump está marcada para março. Na ocasião, além das tarifas, serão abordadas questões como terras raras e a atração de novos investimentos norte-americanos ao Brasil.

