Entidades científicas têm pedido cautela sobre o uso da polilaminina, substância em fase de testes para tratar lesões na medula. A substância ainda faz parte de uma pesquisa experimental e não tem prova de que funciona ou que é segura para seres humanos.
Grupos como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) dizem que não se pode confundir descoberta de laboratório com remédio pronto para uso. A Academia Brasileira de Neurologia reforça que ainda não existem estudos científicos publicados que garantam que a substância ajude pacientes.
Médicos de neurologia e neurocirurgia explicam que tratar a coluna é algo muito complexo e exige provas reais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) só liberou a fase 1 dos testes, que serve apenas para ver se a substância não faz mal à saúde de quem a recebe. Isso não quer dizer que o tratamento cure alguém ou que já possa ser usado normalmente em hospitais.
A história da polilaminina também lançou luz na forma como o Brasil lida com invenções e patentes. Enquanto a pesquisadora Tatiana Sampaio diz que o país perdeu direitos da descoberta por falta de verba na UFRJ, a empresa Cristália afirma que a proteção da patente é sua e vale até 2043.

