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Cidadãos cubanos ampliam busca por refúgio no Brasil em meio a crise econômica

Refugiados cubanos quase dobraram de 22 mil para 42 mil em apenas um ano no Brasil, devido à deterioração da situação no país. Muitos enfrentam rotas perigosas e atuam de coiótes para organizar viagens, além de buscarem alternativas aos Estados Unidos.

Emigrantes cubanos registraram aumento significativo nos pedidos de refúgio no Brasil entre 2024 e 2025. Com mais de 42 mil solicitações em 2025, o número quase duplicou em relação ao ano anterior, ultrapassando 22 mil. A crise social e econômica em Cuba, marcada pela falta de alimentos, gás de cozinha e eletricidade, é a principal motivação para a saída.

Roraima se torna uma das principais rotas de entrada, com voos direcionados à Guiana e posterior travessia irregular. Uma cubana de 47 anos, refugiada no Brasil em 2025, relata ter vendido sua propriedade em Cuba antes de embarcar para Georgetown, seguindo até Bonfim. O trajeto, muitas vezes organizado por networks informais, expõe os migrantes a condições precárias.

Dados da região Norte concentram a maior parte das solicitações, mas também há fluxo em estados do Sul e Sudeste. Em São Paulo, espaços de acolhimento oferecem suporte, como abrigo e aulas de português, para facilitar a adaptação de quem chega. Uma eletricista cubana, residente no país há sete anos e já cidadã brasileira, destaca as dificuldades para obtenção de visto, citando casos de familiares reprovados.

Autoridades brasileiras, como o Itamaraty, confirmam que não há restrições à concessão de vistos para cubanos. No entanto, a regularização persiste como desafio, com muitos imigrantes chegando ao território nacional sem documentação.

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