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EUA buscam reduzir dependência de chips de Taiwan

Autoridades americanas querem diminuir o risco de interrupção no fornecimento de semicondutores

A produção global de chips avançados está concentrada em Taiwan, o que levou as autoridades dos Estados Unidos a intensificar alertas e medidas para reduzir a dependência do país em relação à ilha. Desde 2021, integrantes da Casa Branca, líderes militares e executivos do setor discutem os impactos econômicos de um eventual bloqueio ou conflito na região, cenário que poderia afetar diretamente a indústria de tecnologia e o crescimento econômico americano.

O tema ganhou novo fôlego após declarações recentes e negociações envolvendo subsídios, tarifas e investimentos bilionários em fábricas nos Estados Unidos. Relatórios encomendados pela própria indústria passaram a dimensionar possíveis perdas econômicas em caso de interrupção prolongada no fornecimento de semicondutores produzidos em território taiwanês.

Autoridades americanas afirmam que cerca de 90% dos chips de ponta são fabricados em Taiwan. Em janeiro, o secretário do Tesouro declarou que 97% dos chips de alta performance estariam concentrados na ilha. Um relatório confidencial encomendado pela Semiconductor Industry Association projetou que a interrupção do fornecimento poderia provocar a maior crise econômica no país desde a Grande Depressão.

O documento aponta que muitas empresas americanas teriam estoque de semicondutores suficiente para operar por alguns meses antes de sofrer paralisações mais severas. Outras análises estimam que um conflito poderia custar mais de US$ 10 trilhões à economia global.

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