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STF confirma penas de 76 anos para irmãos acusados de matar Marielle e motorista

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou penas de 76 anos e três meses de prisão para Domingos Brazão e Chiquinho Brazão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, do motorista Anderson Gomes e tentativa contra a assessora Fernanda Chaves. Os réus já estavam presos preventivamente e ainda podem recorrer.

A 1ª Turma do STF fixou penas para os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018, no Rio de Janeiro. Ambos foram condenados a 76 anos e três meses por organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.

Os irmãos Brazão estão presos preventivamente há dois anos e podem apresentar recursos para tentar alterar a decisão. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e o major da PM Ronald Alves de Paula também foram condenados nas mesmas ações, mas com penas diferentes: Barbosa recebeu 18 anos de prisão por obstrução de Justiça e corrupção, enquanto Alves foi sentenciado a 56 anos. O ex-PM Robson Calixto teve pena de 9 anos confirmada.

Com a decisão, os condenados perderão os cargos públicos após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidades de recurso. Além disso, deverão pagar R$ 7 milhões em danos morais, divididos entre a família de Marielle, a família de Anderson e Fernanda Chaves.

A condenação foi unânime e reforçou a classificação do crime como uma represália à atuação de Marielle contra milícias no estado.

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