Na tarde desta quinta-feira, 26, a CPMI do INSS deu continuidade aos trabalhos com o depoimento de Paulo Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti. Ele compareceu à sessão após receber habeas corpus do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que lhe garante o direito de permanecer em silêncio em questões que possam incriminá-lo.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, iniciou as perguntas, mas Paulo Camisotti optou por não responder a maioria das indagações, incluindo algumas informações de domínio público. Ele não se manifestou, por exemplo, sobre a localização de seu pai, que está preso em decorrência de acusações relacionadas a fraudes contra aposentados.
Outros dois depoimentos que estavam agendados para a mesma data foram cancelados. O deputado estadual Edson Cunha, que também obteve habeas corpus, e o empresário Cecílio Galvão, que alegou compromissos pessoais, não compareceram. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que continuará a buscar os depoimentos e não descartou a possibilidade de condução coercitiva.
Durante a manhã, a comissão enfrentou conflitos durante a votação de requerimentos que envolviam Lulinha. Após a confusão, o deputado Paulo Pimenta questionou a contagem de votos realizada pelo presidente da CPMI, alegando irregularidades. O presidente respondeu que seguiu todas as regras e que as reclamações da oposição estavam superadas.

