A China intensificou o monitoramento das atividades militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, especialmente em meio às tensões com o Irã. A empresa MizarVision, com sede em Xangai, começou a divulgar imagens de satélite que mostram a localização de ativos estratégicos dos EUA na região. Desde janeiro, a empresa se tornou uma fonte recorrente de registros sobre o deslocamento das forças norte-americanas, após o aumento da presença militar determinado pelo ex-presidente Donald Trump.
Embora seja uma companhia privada, a MizarVision mantém vínculos com as Forças Armadas chinesas. As imagens revelam a presença de porta-aviões, caças e aeronaves-tanque em pontos estratégicos do Oriente Médio. Registros recentes incluem a localização do porta-aviões USS Gerald Ford, o envio de caças F-22 para Israel e movimentações na Arábia Saudita, além de deslocamentos para a ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico.
A China também fornece tecnologia e equipamentos militares ao Irã, que, após ataques a instalações nucleares em 2025, buscou maior apoio de Pequim. Autoridades chinesas estão analisando as vulnerabilidades do sistema de segurança iraniano, especialmente em relação às capacidades de Israel em realizar incursões.
Enquanto isso, diplomatas das duas nações retomaram negociações indiretas em Genebra. As delegações encerraram uma nova rodada de discussões, com mediação de Omã, e o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que houve progresso. No entanto, a presença militar dos EUA na região continua a pressionar o ambiente diplomático.

