A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo que mostra que a região Sul seria a mais impactada pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A análise considerou dois cenários: compensação por horas extras e por novas contratações. Em ambos os casos, a região Sul lidera os impactos, com um aumento estimado de 8,1% nos custos no primeiro cenário e 5,4% no segundo.
Em termos absolutos, o Sudeste seria a região com o maior aumento de custos, com um impacto estimado de R$ 143,8 bilhões. A CNI também calculou que, considerando os efeitos em toda a economia, a redução da jornada de trabalho pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais, representando um aumento de até 7% na folha de pagamentos das empresas.
A CNI ressalta que qualquer discussão sobre a redução da jornada deve ser feita com cautela, pois os impactos variam entre as regiões, devido às diferentes realidades produtivas. No cenário de compensação por horas extras, a região Sul teria um aumento de até 8,1% nos custos, seguida pelo Sudeste (7,3%), Nordeste (6,1%) e Norte e Centro-Oeste (5,5% cada).
Se a compensação for feita pela contratação de novos trabalhadores, a região Sul ainda lideraria com 5,4% de aumento, enquanto o Sudeste teria 4,9%, o Nordeste 4,1% e as regiões Norte e Centro-Oeste 3,7% cada. A CNI alerta que a compensação integral das horas reduzidas seria difícil de implementar, com aumento expressivo nos custos afetando toda a cadeia produtiva e a competitividade do País.

