A base de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), para anular a quebra de sigilo de seu aliado, Paulo Okamoto, conhecido como Lulinha, em uma investigação da CPI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os advogados de Lulinha estão sendo investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
A Presidência moverá um pedido para evitar a revelação de informações sigilosas em CPI. Os advogados de Paulo Okamoto defendem que a decisão da CPI de quebrar o sigilo foi tomada sem que eles fossem notificados. Eles argumentam que a medida foi ilegal e que a CPI não tem o poder de quebrar sigilos bancários.
A decisão da CPI de quebrar o sigilo de Lulinha foi tomada após a descoberta de que ele teria recebido R$ 10 milhões em uma conta bancária. Os advogados de Paulo Okamoto dizem que a conta foi aberta para receber um empréstimo de R$ 10 milhões e que o dinheiro foi usado para pagar dívidas. Eles argumentam que a conta foi aberta em nome de Lulinha e que ele não tem nenhuma ligação com a conta.

