O Itaú Unibanco, Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Brasil e Santander deverão desembolsar cerca de R$ 30 bilhões coletivamente para a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após o colapso do Banco Master. O FGC possui um patrimônio aproximado de R$ 125 bilhões, e os bancos Master, Will Bank e Banco Pleno podem consumir ao menos R$ 52 bilhões, necessitando de recapitalização.
Até o momento, apenas o Banco do Brasil revelou publicamente uma estimativa de seu desembolso. A previsão considera um adiantamento equivalente a cinco anos de contribuições mensais ao FGC, parte do plano de reconstrução. Os cálculos realizados por analistas podem ser superiores aos dos bancos, que têm acesso a informações mais detalhadas.
Além do valor mencionado, haverá uma contribuição adicional extraordinária de 50% sobre os aportes mensais, que representa um custo adicional de R$ 2,6 bilhões anuais para as quatro principais instituições de capital aberto. Este valor terá um impacto significativo, mas gerenciável, nas métricas financeiras dos bancos.
Para o Itaú, o desembolso inicial deve ser de R$ 8,8 bilhões, com um adicional de R$ 882 milhões por ano. O Bradesco deverá mobilizar cerca de R$ 7 bilhões na primeira rodada, seguido de R$ 696 milhões. O Santander Brasil terá um custo de R$ 3,4 bilhões inicialmente e R$ 336,7 milhões posteriormente.

