Comunicado conjunto ressalta a necessidade de diálogo e respeito à soberania.
Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenam ataque militar dos EUA e defendem diálogo pacífico.
O ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido recentemente, gerou uma onda de condenação internacional. Em um comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai manifestaram sua preocupação com as ações militares e reafirmaram sua adesão aos princípios da Carta das Nações Unidas.
Contexto do Ataque
A nota expressa um repúdio às ações militares unilaterais em solo venezuelano, enfatizando que tais ações contrariam princípios fundamentais do direito internacional, incluindo a proibição do uso da força e o respeito à soberania nacional. Os seis países consideram as intervenções um precedente perigoso para a paz e segurança na região, colocando em risco a população civil.
Apelo à Paz e Diálogo
Os signatários do comunicado afirmam que a situação na Venezuela deve ser resolvida unicamente por meios pacíficos, por meio do diálogo e negociação, respeitando a vontade do povo venezuelano. A nota destaca que somente um processo político inclusivo, liderado pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma solução democrática e sustentável.
- Princípios Reiterados: Os países reafirmam a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, fundamentada no respeito mútuo e na solução pacífica de controvérsias.
- Unidade Regional: O apelo à unidade vai além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional.
Consequências do Ataque
No sábado (3), explodiram diversas bombas em bairros de Caracas, a capital venezuelana. Durante o ataque, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças norte-americanas e levados para Nova York. Esta ação marca um novo capítulo nas intervenções diretas dos EUA na América Latina, relembrando a invasão do Panamá em 1989.
A Questão do Cartel
Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel de drogas, denominado De Los Soles, embora especialistas questionem a veracidade dessas alegações. O governo Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre Maduro, uma medida vista por críticos como uma tentativa de afastar a Venezuela de aliados como China e Rússia, além de exercer controle sobre suas vastas reservas de petróleo, as maiores do mundo.
O comunicado conjunto destaca a importância do papel da comunidade internacional, incluindo um apelo ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para que ajude a reduzir as tensões na região e promova a paz. A situação na Venezuela é uma questão complexa e delicada, que exige atenção e cuidado da comunidade internacional para evitar uma escalada de conflitos que poderia ter repercussões graves em toda a América Latina.


