As autoridades israelenses ordenaram, nesta quarta-feira, 4, a evacuação de aproximadamente 200 mil civis que residem no sul do Líbano. A medida ocorre em um contexto de intensificação dos confrontos com o grupo Hezbollah, que tem aumentado sua atividade militar desde a última segunda-feira, 2.
Após o envolvimento direto do Hezbollah nos combates, Israel respondeu com bombardeios aéreos na região. Reforços militares foram enviados para a fronteira norte de Israel, e tropas israelenses avançaram sobre cinco pontos ocupados no sul do Líbano. O governo israelense considera a possibilidade de uma nova incursão em larga escala.
A área de evacuação, que abrange 850 km², vai da fronteira israelense até o rio Litani, a cerca de 30 km de distância. Essa região já havia sido designada como zona de segurança pela resolução 1701 da ONU, que visava encerrar a guerra entre Israel e Hezbollah em 2006. Apesar da retirada de Israel, o Hezbollah manteve sua presença militar no local.
Desde o término do conflito em 2024, o Hezbollah, embora tenha reduzido suas operações, não cessou completamente suas ações armadas. O governo libanês, fragilizado militarmente, enfrenta desafios para implementar o acordo de desarmamento do Hezbollah, sem sucesso até o momento. A complexidade do cenário interno é acentuada pela presença política do Hezbollah no Parlamento, refletindo a predominância do xiismo na região.

