Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teve acesso antecipado a diligências da Polícia Federal, conforme registros encontrados pela corporação. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a prisão de Vorcaro e de outros três investigados na nova fase da Operação Compliance Zero.
Os registros indicam que Vorcaro recebeu informações sobre procedimentos policiais em andamento. O acesso a dados sigilosos teria sido feito por meio de um grupo que monitorava investigações, coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. Este realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos.
De acordo com a decisão, os acessos foram feitos utilizando credenciais funcionais de terceiros, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional. O alcance das consultas abrangeu bases de dados nacionais e internacionais, incluindo sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Vorcaro foi preso durante a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. A defesa do empresário negou as acusações, afirmando que ele sempre colaborou com as autoridades.

