Na primeira metade do ano de 2026, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,4%, em relação aos 5,1% no quarto trimestre de 2025. No entanto, esta taxa estável na comparação com os três meses imediatamente anteriores, até outubro, mostraram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mercado de trabalho brasileiro permanece resiliente, com o número de desempregados caindo 1,0% em relação ao trimestre de agosto a outubro, chegando a 5,851 milhões. Já o total de ocupados avançou 0,1% na comparação trimestral e 1,7% na anual, atingindo 102,671 milhões de pessoas.
O IBGE considera essas variações trimestrais de ambos os indicadores como estabilidade. Os analistas avaliam que o mercado de trabalho deve continuar forte em 2026, mas que a taxa de desemprego pode apresentar leves altas ao longo do ano em movimentos de correção diante dos níveis baixos atuais.
O desemprego baixo com renda elevada é um dos indicadores que são foco de atenção do Banco Central, já que dificulta o controle da inflação. O BC volta a se reunir este mês para decidir sobre a taxa básica de juros, com expectativa de corte na Selic, embora tenha entrado no radar agora a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

