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Adolescente na Austrália morre após alergia à carne causada por picada de carrapato

Um adolescente australiano é a primeira vítima fatal confirmada de alergia à carne devido à picada de carrapato. O caso levanta alerta sobre os riscos dessa condição.
Foto: Imagem: Tatevosian Yana / Shutterstock

Um adolescente australiano tornou-se a primeira vítima fatal confirmada no país de uma condição rara: a alergia à carne resultante da picada de carrapato. O caso, que ocorreu após o jovem consumir salsichas de carne bovina, destaca como um pequeno parasita pode impactar drasticamente o sistema imunológico humano.

A picada do carrapato-da-paralisia australiano injeta uma molécula chamada alpha-gal, que não existe naturalmente no corpo humano. O sistema imunológico interpreta essa substância como uma ameaça, criando anticorpos IgE. Meses depois, ao ingerir carne vermelha, o corpo reage ao açúcar presente como se fosse um invasor, causando reações alérgicas que podem demorar horas para aparecer, dificultando diagnósticos.

Os casos de sensibilidade ao alpha-gal têm aumentado 22% ao ano desde 2020, com o grupo mais afetado sendo pessoas entre 45 e 75 anos. As mulheres representam cerca de 60% dos diagnósticos, mas não há explicações claras para essa diferença. O crescimento é atribuído ao aumento de testes e à expansão do habitat dos carrapatos devido a mudanças climáticas.

Não existe cura para a alergia à carne mamífera, sendo a prevenção contra picadas a principal defesa. Especialistas recomendam o uso de roupas claras e calças dentro das meias em áreas de mata, além da aplicação de repelentes. Também é importante evitar o uso de pinças domésticas para remover carrapatos, utilizando técnicas adequadas de remoção para evitar complicações.

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