Os Estados Unidos condenaram Asif Merchant, um paquistanês, por envolvimento em um plano para assassinar o presidente Donald Trump. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a decisão e informou que o esquema também incluía o ex-presidente Joe Biden e a ex-embaixadora Nikki Haley. Os investigadores apontam que Merchant tentava estabelecer uma rede nos EUA para realizar o atentado, que seria motivado por interesses associados ao Irã e em represália pela morte do general Qassem Soleimani, abatido em 2020 por forças americanas durante o governo Trump.
A Justiça qualificou Merchant como responsável por “assassinato por encomenda e tentativa de cometer um ato de terrorismo que transcende as fronteiras nacionais”. Ele pode enfrentar uma pena de prisão perpétua. A procuradora-geral Pam Bondi destacou em nota que Merchant chegou aos EUA com a intenção de matar Trump, mas foi detido pelas forças de segurança americanas.
O julgamento ocorreu no Brooklyn, Nova York, e começou poucos dias antes de Trump autorizar uma ofensiva militar contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Durante a audiência, Merchant admitiu ter contatado membros da Guarda Revolucionária Islâmica, mas alegou que agiu sob pressão para proteger seus familiares em Teerã.
Embora tenha afirmado não ter recebido ordens diretas para assassinar alguém, mencionou que um contato iraniano citou três nomes em conversas. As investigações avançaram quando um indivíduo procurado por Merchant comunicou o plano às autoridades e começou a colaborar como informante, levando à prisão do paquistanês em 2024.

