O governo anunciou que irá zerar a incidência de PIS e Cofins sobre a importação e a comercialização do diesel. Essa medida é uma tentativa de conter a alta do combustível no país após a disparada do petróleo no mercado internacional.
A decisão ocorre em um momento de forte estresse no mercado global de diesel, mais exposto que outros combustíveis às disrupções no Oriente Médio. Calcula-se que as interrupções no Estreito de Ormuz podem retirar de 3 milhões a 4 milhões de barris por dia da oferta de diesel, enquanto os preços do derivado já sobem mais rapidamente que o petróleo e a gasolina.
No mercado doméstico, a pressão já aparece no abastecimento e nos preços. A Petrobras realizou um leilão extraordinário de 20 milhões de litros de diesel no Rio Grande do Sul, com negócios saindo até R$ 1,78 por litro acima do preço praticado no estado.
O anúncio também busca reduzir o risco de repasse mais forte para frete, alimentos e inflação, num momento em que a Agência Internacional de Energia classificou a crise atual como a maior disrupção de oferta da história do mercado global.

