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Michelle Bolsonaro compartilha vídeo e gera polêmica sobre jornalistas na cobertura de Jair

Após a ex-primeira-dama publicar vídeo com acusações a jornalistas, profissionais relatam ameaças e intimidações. Entidades de imprensa reagem ao caso.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo em que a influenciadora Cris Mourão acusa jornalistas de desejarem a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília. Na gravação, Cris Mourão aborda repórteres e filma o crachá de uma assessora, mas as imagens não mostram falas que sustentem a acusação. Apesar disso, Cris alega que houve celebrações entre os jornalistas e afirma ter gravado um momento posterior para expor sua visão do ocorrido.

Após a publicação do vídeo, jornalistas que aparecem nas imagens relataram ameaças e intimidações. Dois profissionais registraram boletins de ocorrência, um deles alegando que seu filho foi ameaçado, enquanto outro desativou suas redes sociais. Um terceiro jornalista tornou seu perfil privado e considera tomar medidas judiciais. Nos stories de seu Instagram, Michelle comentou: “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”.

Com a viralização do conteúdo, jornalistas identificados enfrentaram críticas e hostilidade em locais públicos, incluindo transporte coletivo. Políticos aliados a Bolsonaro também compartilharam o vídeo, reprovando a postura dos profissionais da imprensa. No domingo, Cris Mourão se manifestou, afirmando que sua intenção era defender quem luta pela nação e mencionou que um dos jornalistas presentes teria uma postura favorável ao ex-presidente.

Entidades representativas da imprensa se manifestaram, com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiando as ameaças e a difamação de jornalistas. A entidade criticou a divulgação irresponsável do vídeo e a disseminação de informações falsas. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) expressou indignação pela atitude de Michelle, enquanto a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) afirmaram ser inadmissível que jornalistas sejam hostilizados durante o exercício de sua profissão.

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