O governo da Argentina formalizou nesta terça-feira, 17, sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, informou que a decisão, anunciada há um ano, agora entra em vigor. A saída ocorre em um contexto onde os Estados Unidos também deixaram a organização no início de 2026.
Em suas declarações nas redes sociais, o chanceler ressaltou que a Argentina seguirá promovendo a cooperação internacional na saúde por meio de acordos bilaterais e fóruns regionais. Apesar disso, a decisão gerou reações de autoridades da saúde, como o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que alertou sobre o enfraquecimento da coordenação global em emergências sanitárias.
Especialistas expressaram preocupações sobre as implicações da saída. A ex-ministra da Saúde, Carla Vizzotti, destacou que a decisão pode limitar o acesso da Argentina a programas de vigilância epidemiológica e mecanismos multilaterais de resposta rápida. Ela enfatizou o papel da OMS na troca de informações e suporte técnico aos países.
Políticos aliados do presidente Javier Milei apoiaram a saída, argumentando que isso reforça a autonomia nacional e reduz a influência da OMS em questões internas. Eles afirmam que a medida permitirá maior liberdade na definição de prioridades de saúde sem interferências externas.

