Os bancos centrais dos Estados Unidos, Canadá e Japão adotaram um tom 'hawkish' em uma recente reunião, cientes das pressões inflacionárias decorrentes da guerra contra o Irã e do aumento acentuado dos preços de energia. Apesar de manterem as taxas de juros, os líderes dessas instituições mostraram preocupação com a possibilidade de uma nova onda inflacionária.
O Federal Reserve e o Banco do Canadá decidiram manter suas taxas, enquanto o Banco do Japão também optou pela estabilidade. O presidente do banco central canadense, Tiff Macklem, enfatizou a necessidade de monitorar o impacto da guerra na inflação, afirmando que os preços altos da energia não serão permitidos para gerar uma inflação persistente.
Jerome Powell, chair do Fed, também expressou cautela e destacou que os preços elevados da energia podem aumentar a inflação geral, mas ainda é cedo para avaliar a extensão e duração desses efeitos na economia. As expectativas de cortes de juros pelo Fed foram afetadas pela relutância de Powell em priorizar o fortalecimento do mercado de trabalho sobre as preocupações inflacionárias.
Enquanto isso, o Banco Central brasileiro iniciou um ciclo de afrouxamento com um corte de 25 pontos-base na Selic, em contraste com as decisões de outros bancos centrais. A escalada do conflito no Irã continua a impactar o fornecimento global de energia, levando a uma queda nas ações e aumento nos preços do petróleo, enquanto o Banco do Japão alerta sobre os riscos inflacionários associados a esses custos de energia.

