Um novo estudo sugere que o cometa interestelar 3I/ATLAS pode ter surgido ao redor de uma estrela antiga, pobre em metais, na região externa da Via Láctea. A conclusão é baseada na análise da composição química do objeto durante sua passagem pelo Sistema Solar.
O cometa, descoberto em julho do ano passado pelo Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), foi confirmado como tendo origem fora do Sistema Solar, tornando-se o terceiro objeto interestelar detectado na região. Astrônomos têm coletado dados sobre o cometa, que agora se afasta em direção à constelação de Gêmeos.
Determinar a origem do 3I/ATLAS é um desafio para os cientistas. A equipe liderada pela cientista Cyrielle Opitom, da Universidade de Edimburgo, analisou a luz emitida pelo cometa para identificar elementos químicos presentes e inferir as condições do ambiente onde ele se formou. A análise focou nas proporções isotópicas, que ajudam a revelar detalhes sobre a formação do cometa.
Observações com o Very Large Telescope (VLT), no Chile, mostraram que o 3I/ATLAS apresentou proporções elevadas de isótopos de nitrogênio e carbono, diferentes dos encontrados em cometas do Sistema Solar. Os resultados indicam uma possível origem no disco externo da Via Láctea, região com estrelas mais velhas e baixa metalicidade, embora a trajetória também sugira outra origem no disco fino da galáxia.

