A liberação das sanções dos Estados Unidos sobre o petróleo iraniano em trânsito foi anunciada com o objetivo de equilibrar o mercado global e conter a elevação dos preços. O Departamento do Tesouro emitiu uma licença permitindo a comercialização do produto para a maioria dos países, abrangendo cargas embarcadas desde 20 de março até 19 de abril.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a suspensão das restrições pode adicionar cerca de 140 milhões de barris ao mercado internacional. O anúncio ocorreu logo após a flexibilização das sanções impostas ao petróleo russo, mas Bessent indicou que o Irã deve obter poucos benefícios econômicos dessa medida.
Analistas do segmento de energia apontam que a maior parte do petróleo iraniano no mar já foi adquirida, sugerindo que a retirada das proibições não deve resultar em um volume significativo de oferta extra. O Departamento do Tesouro manteve a proibição de vendas para países como Coreia do Norte, Cuba e regiões ucranianas sob controle russo.
Embora os Estados Unidos não realizem compras de petróleo iraniano, Bessent sugeriu que Malásia, Cingapura, Indonésia, Japão e Índia podem se beneficiar da decisão. O governo dos Estados Unidos tem trabalhado para injetar mais de 400 milhões de barris no mercado, visando limitar a capacidade do Irã de se beneficiar de interrupções no Estreito de Ormuz.

