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Achado de pregos de ferro de 1.800 anos em necrópole romana pode revelar práticas funerárias

Três sepulturas da necrópole de Pintia, na Espanha, revelaram pregos de ferro de 1.800 anos, que podem indicar práticas funerárias relacionadas à proteção dos mortos.

Escavações na antiga necrópole romana de Pintia, localizada na província de Valladolid, expuseram um achado intrigante: pregos de ferro datados de cerca de 1.800 anos, posicionados junto a corpos em três sepulturas. Essa descoberta pode oferecer novas perspectivas sobre as práticas funerárias da época, especialmente no que tange à proteção tanto dos falecidos quanto dos vivos.

Os arqueólogos sugerem que os pregos não tinham a função de fixar estruturas ou caixões, mas eram utilizados como elementos rituais. A disposição dos pregos nas sepulturas indica que eles possuíam uma função apotropaica, destinada a afastar o mal ou forças negativas, refletindo crenças sobre a proteção das almas e da comunidade.

A descoberta inclui também fragmentos de cerâmica, moedas e pequenos objetos de bronze, que evidenciam a diversidade social dos enterrados, embora todos compartilhassem crenças sobre a morte. O estado de conservação dos pregos é notável, permitindo análises sobre sua composição e técnicas de fabricação, mesmo após 1.800 anos.

A necrópole de Pintia é um dos mais relevantes sítios arqueológicos para entender as práticas funerárias na antiga Hispânia, onde a fusão entre tradições celtas e romanas deu origem a costumes funerários únicos. A presença dos pregos sugere uma síntese cultural, unindo elementos locais e romanos em rituais de proteção.

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