O mineral conhecido como aerinita, que apresenta variações de cor dependendo da luz e do ângulo de observação, voltou a ser exibido no Natural History Museum, em Londres. O material, que intrigou cientistas por décadas, foi comprado em 1980 pela geóloga Anna Grayson e entregue ao museu em 1995 para análises.
A equipe do falecido especialista em mineralogia, Gordon Cressey, utilizou uma tecnologia avançada de raio-X de síncrotron para identificar o mineral. Após um ano de estudos, a amostra foi oficialmente reconhecida como aerinita, embora o material já fosse conhecido desde o século XIX. Sua estrutura complexa foi totalmente explicada apenas em 2004.
A aerinita, que significa “céu azul” em grego, é um silicato raro. Suas propriedades ópticas são resultantes da interação da luz com os átomos de ferro em sua estrutura, o que causa variações de tonalidade em azul. A pesquisa sobre este mineral ajudou a impulsionar técnicas de análise mineral.
Paul Schofield, pesquisador do Natural History Museum, destacou a importância da pesquisa da aerinita para avanços tecnológicos em estudos minerais. A exibição do mineral atraiu atenção do público e é considerada vital para a classificação de outros espécimes na coleção do museu.

