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Aumento do preço do diesel gera inflação e limita ações do governo em ano eleitoral

O governo federal enfrenta desafios com a alta do diesel, que pressiona a inflação e encarece o frete. Medidas fiscais e regulatórias são adotadas, mas dependem de fatores externos.

O governo federal está lidando com o aumento do preço do diesel em um ano eleitoral, enfrentando um espaço limitado para reação. A escalada dos preços gera pressão inflacionária e impactos diretos no agronegócio. O Palácio do Planalto já implementou algumas medidas, mas depende de fatores externos, como a guerra no Oriente Médio e a cotação do petróleo.

Com a alta do diesel, o governo iniciou ações emergenciais e discute novas estratégias focadas em inflação, abastecimento e soberania energética. Os reajustes desde fevereiro, provocados pelo conflito no Oriente Médio, já afetam a logística de abastecimento e levantam preocupações sobre a cadeia de alimentos. Recentemente, a cotação do diesel nos postos estava 19,4% acima do nível anterior à guerra.

Interlocutores do governo relataram que empresas de transporte estão reduzindo operações devido ao aumento do frete, o que levou à necessidade de rever as estratégias para garantir o escoamento de produtos. O governo monitora a situação e ainda não possui dados consolidados sobre os repasses ao consumidor, mas a expectativa é de pressão inflacionária persistente.

Entre as medidas adotadas, está a redução de tributos e a criação de uma subvenção para produtores e importadores. O governo também instituiu um imposto de exportação sobre o petróleo, visando estimular o refino interno. Além disso, houve ampliação dos poderes da ANP e uma força-tarefa para fiscalizar reajustes indevidos, com notificações a distribuidoras e investigações em andamento.

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