A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro diante do recente conflito no Irã, que impactou os preços dos fertilizantes no mercado internacional. Durante um encontro em São Paulo, ela afirmou que a oferta de fertilizantes é uma prioridade de Estado, e não apenas um desafio logístico.
Cristina criticou a execução parcial do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), apontando que a falta de um planejamento a longo prazo evidencia uma falha de visão estratégica. Um dos casos mencionados foi o projeto de Autazes, no Amazonas, que, apesar de um investimento previsto de US$ 2,5 bilhões e capacidade de produção significativa, enfrenta entraves jurídicos.
Além dos insumos, o conflito no Irã também afeta o setor energético, com o aumento do preço do petróleo impactando o diesel. A senadora defende o fortalecimento dos biocombustíveis, sugerindo a ampliação da mistura de biodiesel no diesel para aumentar a autonomia energética do país.
Embora a ex-ministra tenha expressado preocupação, o economista Felipe Serigatti, da Fundação Getulio Vargas, avalia que o Brasil não é o país mais exposto aos efeitos imediatos da guerra. Ele prevê que as consequências econômicas da crise global se tornem mais evidentes para os produtores apenas em 2027, mesmo diante de uma safra recorde de grãos.

