O mercado do boi gordo no Brasil está em um momento de valorização, com negócios sendo realizados acima das referências habituais. A dificuldade em encontrar animais prontos para abate tem levado frigoríficos a pagarem valores mais altos, especialmente em regiões como Bofete, onde o preço chegou a R$ 360/@ para boi-China.
A baixa disponibilidade de animais terminados e escalas de abate reduzidas, que operam em torno de 6 dias úteis, criam uma pressão compradora no mercado. Isso eleva o poder de barganha dos pecuaristas, que podem reter os animais por mais tempo devido às boas condições das pastagens, diminuindo ainda mais a oferta.
A demanda externa, especialmente da China, é um fator crucial para o cenário atual. A intensificação das compras por parte de importadores chineses para garantir a participação nas cotas anuais aumenta a necessidade de aquisição de boiadas no mercado interno, pressionando os preços para cima.
Embora consultorias apontem preços em torno de R$ 352/@ para o boi comum e R$ 356/@ para o boi-China, as transações já superam esses valores, evidenciando um mercado competitivo e em ascensão.

