O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está presente hoje em um tribunal em Nova York para a segunda audiência desde sua prisão em 3 de janeiro, em uma operação dos Estados Unidos. Ele está detido há quase três meses em uma prisão federal no Brooklyn e se declarou "prisioneiro de guerra" e "não culpado" em sua primeira audiência no dia 5 de janeiro.
Maduro enfrenta acusações de narcotráfico, incluindo conspiração por "narcoterrorismo", posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de outras infrações relacionadas. A audiência programada para as 11h tem como objetivo principal discutir o arquivamento do caso e as questões financeiras da defesa.
O advogado Barry Pollack argumenta que as sanções dos Estados Unidos dificultam o recebimento de honorários advocatícios sem autorização específica, o que, segundo ele, fere o direito de Maduro à escolha de defesa. Maduro governou a Venezuela de março de 2013 até sua queda, quando a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente.
Tanto Maduro quanto sua esposa, Cilia Flores, foram detidos em Caracas e permanecem sob custódia nos Estados Unidos, com o caso sendo conduzido pelo juiz Alvin Hellerstein.

