Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, declarou que a autarquia está vivenciando um "processo de luto" em função do envolvimento de servidores no escândalo do Banco Master. Ele expressou consternação ao comentar sobre o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana.
Galípolo ressaltou que a ética e a governança são fundamentais no dia a dia do Banco Central. Assim que os problemas foram identificados, a autarquia agiu rapidamente para responder às questões. Ele mencionou que a estrutura colegiada do BC contribuiu para a identificação das irregularidades.
Além disso, o presidente do BC reconheceu que a instituição enfrenta limitações devido à falta de ferramentas legais adequadas. Ele destacou a importância do projeto de lei complementar (PLP) da Resolução Bancária, que está em discussão há dez anos, para que o banco possa atuar de forma mais eficiente em situações de crise.
Galípolo defendeu que a atualização da legislação é essencial e comparou a necessidade do PLP a práticas já adotadas internacionalmente. Ele alertou que a discussão do projeto deve ocorrer em um contexto de calma, antes que a necessidade por tais instrumentos surja em uma crise.

