A Federação Nacional dos Policiais Federais aprovou, nesta quinta-feira, o estado de greve após três dias de assembleia com 27 sindicatos filiados. A medida visa cobrar do governo federal melhorias para a categoria e serve como um indicativo de uma possível paralisação futura.
Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef, afirmou que, na próxima semana, todos os sindicatos farão Assembleias Gerais Extraordinárias para discutir novas ações. Após a aprovação do estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação com os policiais, que aguardam uma proposta concreta.
A mobilização pode impactar atividades como investigações e serviços administrativos, afetando operações em andamento. A categoria acredita que uma paralisação da Polícia Federal pode evidenciar fragilidades do governo em relação à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial e a valorização profissional. Além disso, os policiais expressam descontentamento com o aumento das atribuições e a falta de implementação do Funcoc, o Fundo de Combate às Organizações Criminosas. Há também um movimento paralelo entre os delegados da PF, que aprovaram uma paralisação distinta, criando um racha entre as categorias.

