A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou ao fim sem um relatório final aprovado. A rejeição do parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar, ocorreu na madrugada de sábado, com 19 votos contrários e 12 favoráveis, após mais de 16 horas de sessão. A base governista se uniu ao Centrão para barrar o texto, que contava com o apoio da oposição.
Com a decisão, a CPMI conclui sete meses de investigação sem um documento oficial. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, encerrou a reunião e também rejeitou a votação de um relatório alternativo que previa indiciamentos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni. O parecer de Gaspar recomendava o indiciamento de 216 pessoas, incluindo parlamentares e empresários.
Um dos pontos controversos foi a inclusão de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, acusado de crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro. O relatório ainda mencionava irregularidades envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, com a participação de empresas de fachada e intermediários financeiros.
A rejeição do parecer foi resultado de uma articulação da base governista, que incluiu a exoneração temporária do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para garantir sua participação na votação. O encerramento da CPMI sem relatório ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a prorrogação dos trabalhos autorizada anteriormente.

