A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã chega a quatro semanas, com declarações de sucessos militares e uma profunda crise econômica global. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, mencione conversas para encerrar as hostilidades que começaram em 28 de fevereiro, o Pentágono continua enviando tropas ao Oriente Médio, sem perspectiva de resolução do conflito.
O governo dos EUA considera a operação um sucesso, destacando a eliminação do Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, e o desmantelamento das defesas iranianas. No entanto, os contra-ataques do Irã estão gerando consequências globais imediatas, incluindo um bloqueio no Estreito de Ormuz, que interrompe o fluxo de 8 milhões de barris de petróleo por dia e provoca um aumento de 75% no preço do óleo bruto americano desde o início do ano.
As negociações diplomáticas estão em um cenário contraditório. Trump afirma que as discussões progridem e estendeu o prazo para reabertura do Estreito de Ormuz até 6 de abril, enquanto o governo iraniano nega a realização de reuniões. A proposta de paz enviada por Washington por meio do Paquistão enfrenta muitas exigências do Irã, mantendo o impasse político.
Os efeitos civis da guerra são devastadores, com mais de 3 mil mortos e a destruição de 82 mil edifícios no Irã. A população de Teerã enfrenta bombardeios diários, e a ascensão de Mojtaba Khamenei fortaleceu o controle do regime. A instabilidade se espalha, com Israel intensificando ataques no Líbano, deslocando 1 milhão de pessoas, e o grupo Houthi no Iêmen atacando Israel pela primeira vez, ampliando o alcance do conflito.

