O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota repudiando a ação da polícia israelense que impediu o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, durante as celebrações do Domingo de Ramos. O ministério, liderado pelo ministro Mauro Vieira, destacou que o episódio é uma violação da liberdade religiosa e criticou as restrições impostas por Israel a locais sagrados.
O governo brasileiro classificou os eventos como graves, afirmando que ferem acordos históricos e princípios internacionais. A nota também mencionou entendimento da Corte Internacional de Justiça sobre a presença israelense em territórios palestinos. O ministério ressaltou a gravidade das ações que contrariam o status quo histórico dos locais sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém.
O incidente ocorreu quando autoridades israelenses barraram líderes católicos na Igreja do Santo Sepulcro, local sagrado associado à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, essa foi a primeira vez em séculos que a celebração do Domingo de Ramos enfrentou restrições desse tipo. O cardeal e outros representantes foram impedidos de prosseguir, mesmo sem participar de procissão ou evento público.
A decisão foi tomada em meio ao aumento das tensões na região, com Israel impondo restrições a locais religiosos em Jerusalém Oriental, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa, durante o Ramadã. As autoridades israelenses alegaram razões de segurança, afirmando que os locais sagrados não têm estrutura para grandes fluxos de pessoas em situações de risco. Apesar das justificativas, o caso gerou reações e críticas internacionais sobre a condução da segurança em locais sagrados na cidade.

