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Gabriel Galípolo alerta sobre impactos da guerra no Irã na economia e inflação brasileira

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que choques de oferta, como o atual conflito no Irã, pressionam a inflação e a atividade econômica.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que choques de oferta, como o observado atualmente devido ao conflito no Irã, tendem a pressionar a inflação e reduzir a atividade econômica. Em um evento promovido pelo banco J. Safra em São Paulo, ele destacou a importância de uma análise cautelosa dos efeitos da guerra, que está impactando os preços do petróleo.

Galípolo ressaltou que a autarquia adota uma postura cuidadosa, incorporando os impactos gradualmente aos seus cenários. Ele enfatizou que o Banco Central busca evitar reações extremas no mercado, mantendo uma governança que permita decisões ponderadas em relação à política monetária.

O presidente do BC observou que os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã geraram um choque de oferta, afetando a economia de forma diferente de um aumento nos preços do petróleo causado por uma elevação na demanda. Em um ambiente com um mercado de trabalho apertado, os efeitos dos choques de oferta tendem a ser amplificados.

Galípolo também indicou que o Brasil se encontra em uma posição mais favorável em comparação a outros países, pois é um exportador líquido de petróleo e mantém níveis restritivos de juros. O Banco Central iniciou um ciclo de corte de juros, reduzindo a Selic para 14,75% ao ano, mas não forneceu sinalizações claras sobre os próximos passos, devido ao aumento da incerteza em meio ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio.

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