A geração de empregos formais no Brasil avançou em fevereiro, totalizando 255,3 mil novas vagas, mas em um ritmo inferior ao observado em 2024 e início de 2025. O saldo é positivo em todos os setores, com 2,3 milhões de admissões e 2,1 milhões de desligamentos, resultando em uma alta de 115 mil vagas em comparação a janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a mais de 1,05 milhão de novas vagas.
O economista Leonardo Costa aponta que o ritmo de criação de vagas foi consideravelmente mais modesto em fevereiro. Ele destaca a estabilidade no mercado de trabalho, que ainda se mostra aquecido, mas com uma desaceleração nos números interanuais. Para 2026, a expectativa é de uma desaceleração no mercado de trabalho.
Os setores de serviços lideraram a criação de vagas, com um acréscimo de 177,9 mil, impulsionado principalmente pela educação e pelo setor de informação e comunicação. A construção e a indústria contribuíram de maneira similar, enquanto o comércio apresentou um desempenho abaixo das expectativas.
A análise do mercado também indica um recuo no salário médio de admissão, que caiu 2,3% em relação a janeiro. A maioria das novas vagas ofereceu remuneração de até 1,5 salário-mínimo, evidenciando que o crescimento do emprego formal não está acompanhado por um aumento significativo na massa salarial. A taxa de rotatividade teve leve queda, indicando maior oferta de vagas para os trabalhadores.

