Após declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre conduta de juízes e ética, parte dos ministros expressou insatisfação. Eles alegam desconforto e exposição indevida dos impasses internos, com pelo menos cinco magistrados criticando a postura pública de Fachin e avaliando a desunião e crise de credibilidade do tribunal.
Os ministros afirmam que, embora Fachin busque consolidar um legado ético, sua estratégia desgasta os colegas perante a opinião pública. Além disso, fornecem argumentos para críticos do tribunal, especialmente em um ano eleitoral que pode intensificar os ataques ao STF. O grupo considerou que uma comunicação prévia de Fachin poderia ter evitado desconfortos.
Embora reconheçam a boa-fé do presidente, os magistrados discordam do encerramento do inquérito das fake news neste momento, considerando arriscado para a unidade do tribunal. Enquanto Fachin valoriza o debate sobre um código de ética, outros membros da corte acreditam que esse foco não aborda problemas urgentes do Judiciário.
Durante o evento, Fachin destacou a importância das decisões colegiadas e afirmou que a distribuição dos processos entre os ministros tem sido equilibrada. Apesar da repercussão negativa, ele mantém diálogo frequente com os demais ministros, priorizando a integridade moral do STF e a imparcialidade dos magistrados em sua gestão.

