A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta que o reajuste do preço do querosene de aviação (QAV), que chega a 56,3%, elevará o custo do combustível de 30% para 45% nas operações das companhias aéreas. Essa mudança impactará diretamente a expansão da oferta de voos, limitando novas rotas e a conectividade nacional.
A Abear ressalta que o QAV é precificado de acordo com o valor do petróleo no mercado internacional, mesmo sendo mais de 80% do combustível consumido no Brasil produzido internamente. A entidade destaca que os ajustes no preço ocorrem mensalmente, afetando as companhias em um momento de recorde no volume de passageiros aéreos.
Em resposta ao aumento, a Petrobras anunciou um cronograma escalonado de pagamento do reajuste, permitindo que as distribuidoras paguem um aumento inicial de 18% em abril, com a possibilidade de parcelar o restante em seis vezes a partir de julho. Essa medida visa mitigar os impactos financeiros sobre as distribuidoras e garantir a continuidade da demanda pelo transporte aéreo.
Juliano Noman, presidente da Abear, já havia manifestado a expectativa de que a Petrobras atuasse como uma proteção para a aviação comercial, evitando repasses de preços excessivos em cenário de instabilidade internacional. A proposta de parcelamento do aumento poderá ser oferecida nos próximos meses, conforme parâmetros a serem definidos.

