Dez prefeitos de capitais do Brasil deixaram seus cargos para disputar os governos estaduais nas eleições de 2026. O prazo para desincompatibilização, exigido pela legislação eleitoral e definido pelo Tribunal Superior Eleitoral, se encerrou no último sábado, 4. Todos os gestores que renunciaram estavam em seu segundo mandato, com mais de dois anos restantes de gestão, e os vice-prefeitos assumirão os comandos municipais até 2028.
A lista dos prefeitos que renunciaram inclui Arthur Henrique (PL) de Boa Vista (RR), Cícero Lucena (MDB) de João Pessoa (PB), David Almeida (Avante) de Manaus (AM), Dr. Furlan (PSD) de Macapá (AP), Eduardo Braide (PSD) de São Luís (MA), Eduardo Paes (PSD) do Rio de Janeiro (RJ), João Campos (PSB) de Recife (PE), João Henrique Caldas (PSDB) de Maceió (AL), Lorenzo Pazolini (Republicanos) de Vitória (ES) e Tião Bocalom (PSDB) de Rio Branco (AC).
Alguns desses movimentos eram esperados. Eduardo Paes havia sinalizado sua saída há meses, formalizando-a em 20 de março. João Campos também renunciou à Prefeitura do Recife na última quinta-feira, 2, para concorrer ao governo de Pernambuco. O primeiro a deixar o cargo foi Dr. Furlan, em 5 de março, após ser afastado da Prefeitura de Macapá por decisão do Supremo Tribunal Federal.
A renúncia de Arthur Henrique ocorreu nos últimos dias do prazo, quando ele alterou sua estratégia diante da movimentação política local. Essa decisão está relacionada ao fortalecimento da candidatura da ex-prefeita Teresa Surita (MDB) ao Senado. Com a saída dos prefeitos, a disputa eleitoral nos estados se intensifica.

