A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou, na manhã de terça-feira (7), a prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) referente ao terceiro quadrimestre de 2025. Durante a audiência pública, os gestores apresentaram detalhes sobre os gastos do período e o cumprimento das metas do Plano Estadual de Saúde, além de responder a questionamentos dos parlamentares.
Um dos principais temas abordados foi a necessidade de medidas para reverter as altas taxas de mortalidade materna e infantil no Paraná. A situação da infraestrutura e as políticas para fortalecer o Samu também foram centrais na discussão. A apresentação do relatório seguiu as diretrizes da resolução nº 459, de 10 de outubro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde e da lei complementar federal nº 141/2012, que exigem a prestação de contas ao final de cada quadrimestre.
O secretário de Saúde, César Augusto Neves Luiz, iniciou sua apresentação explicando a situação fiscal da pasta, que empenhou R$ 7 bilhões em saúde pública entre setembro e dezembro de 2025. Esse valor representa 12,21% do total arrecadado em impostos, que foi de R$ 57,3 bilhões. Durante o mesmo período, foram liquidados R$ 6,4 bilhões e executados R$ 774,3 milhões em restos a pagar, com um saldo de R$ 707 milhões a serem liquidados de exercícios anteriores.
A distribuição e a condição das bases do Samu foram temas discutidos. O deputado estadual Luis Corti (PSD) destacou a manutenção da cobertura de 100% do Samu, mas questionou a desativação da base em Palmas, o que afetou o atendimento na região. O secretário Neves explicou que a pasta realizará uma visita técnica para avaliar a situação local e mencionou a entrega de 150 ambulâncias para fortalecer os municípios mais afastados.

