A Transparência Internacional, ONG dedicada ao combate à corrupção, manifestou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A organização apontou que Lula minimizou a gravidade do escândalo envolvendo o Banco Master e a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em uma entrevista ao portal ICL Notícias, Lula declarou que aconselhou Moraes a se declarar impedido de participar do julgamento do caso Master, para proteger sua biografia. Segundo Lula, ele alertou Moraes sobre a importância de não permitir que o caso de Daniel Vorcaro prejudicasse sua imagem construída ao longo dos anos.
A ONG, no entanto, considerou que o aconselhamento de Lula deveria ter sido direcionado ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, para que ele não se omitisse e iniciasse uma investigação sobre o escândalo. A Transparência Internacional afirmou que o caso não se resolveria apenas com o reconhecimento de impedimento por parte de Moraes.
Em publicações nas redes sociais, a organização destacou que a maneira como Lula minimizou o caso é extremamente prejudicial ao país. A Transparência Internacional enfatizou que o conflito de interesses é apenas uma parte do problema e que a mera declaração de impedimento não seria suficiente para resolver a situação.
A ONG também criticou Lula por sua falta de preocupação em relação à corrupção e à credibilidade das instituições democráticas. Para ela, o presidente deveria ter adotado uma postura mais adequada, sugerindo a abertura de uma investigação independente.
A Transparência Internacional concluiu que se Lula estivesse realmente preocupado com a integridade das instituições, ele teria agido de maneira diferente como a autoridade máxima eleita do país.

