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Mary Daly do Federal Reserve comenta sobre desafios da inflação devido ao choque no petróleo

Mary Daly, presidente do Federal Reserve de San Francisco, afirma que a inflação nos EUA pode demorar mais para voltar à meta de 2% devido ao recente choque do petróleo.

A presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, afirmou que a economia dos EUA é robusta e que o mercado de trabalho está SE estabilizando. Ela destacou que a política monetária está em uma posição adequada para reduzir a inflação sem impactar negativamente o emprego.

Contudo, a recente elevação nos preços do petróleo, em decorrência da guerra do Irã, pode atrasar o retorno da inflação à meta de 2% estabelecida pelo Fed. Daly mencionou que o choque no preço do petróleo impõe um novo cronograma para as ações a serem tomadas pelo banco central em relação às taxas de juros.

Os preços do petróleo estão enfrentando a maior queda semanal em dez meses após o anúncio de um cessar-fogo entre o Irã e os EUA. Daly observou que, mesmo com a redução nos preços dos combustíveis, ninguém pode afirmar com certeza por quanto tempo essa situação irá durar.

O Federal Reserve manteve sua meta de taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% nas duas reuniões realizadas neste ano. A maioria dos formuladores de políticas, incluindo Daly, acreditava que a inflação relacionada a tarifas diminuiria até o final de 2023, possibilitando cortes nas taxas de juros.

Entretanto, a escalada dos preços do petróleo, que já ultrapassou US$ 4 o galão, traz riscos adicionais. Daly enfatizou a importância de equilibrar os riscos para alcançar os objetivos de pleno emprego e estabilidade econômica, sem prejudicar as famílias.

Ela também apontou que um novo relatório do governo deve mostrar que os preços ao consumidor aumentaram no mês anterior, refletindo uma pressão inflacionária que já afeta diversos setores da economia, como turismo e agricultura. Daly concluiu ressaltando a incerteza sobre a estabilização do conflito e as possibilidades de normalização nos preços.

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