Os efeitos da guerra no Oriente Médio, que já dura sete semanas, começam a ser analisados com a divulgação de novas pesquisas de atividade empresarial programadas para a próxima semana. Este momento é crucial para avaliar se os impactos sobre o crescimento e a inflação, captados pelos índices de gerentes de compras (PMIs), se intensificaram no segundo mês do conflito entre Irã e EUA.
As primeiras leituras de abril, que abrangem economias de diversos países, serão reveladas na quinta-feira. As projeções indicam uma deterioração mais significativa nos índices da Alemanha, França, zona do euro e Reino Unido, enquanto os indicadores dos EUA devem permanecer praticamente estáveis.
A situação no estreito de Ormuz e a escalada de tensões no Líbano complicam as expectativas de um acordo rápido entre os EUA e o Irã. O fechamento parcial dessa rota, que é responsável por 1/5 do petróleo global, e os ataques no Líbano ressaltam os limites da diplomacia americana, tornando a paz uma possibilidade ainda frágil.
No cenário econômico, o dólar está cotado abaixo de R$ 5, e as novas projeções de câmbio da XP para 2026 são de R$ 5,30. Esses números podem ser indicativos da iminente estagflação, conceito que remete à combinação de inflação alta e crescimento estagnado, que foi mencionado por Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global, ao descrever os riscos observados na medida global em março.
O alerta do Fundo Monetário Internacional para autoridades financeiras em Washington menciona a possibilidade de uma recessão global, mesmo com o cessar-fogo atual no Oriente Médio. A recuperação da economia, , não será rápida, pois o impacto da guerra já está incorporado nas expectativas econômicas.
Georgieva enfatizou que, mesmo que o conflito termine, a recuperação levará tempo para ganhar força. A análise da economia global, embora abrangente, enfrenta limites diante da incerteza que permeia o cenário atual. As autoridades econômicas devem aprender a operar em um ambiente de instabilidade contínua.

