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Astrônomos identificam estrela que pode ser descendente de astros primordiais do Universo

Uma nova descoberta no campo da astronomia revela uma estrela composta quase inteiramente de hidrogênio e hélio, sugerindo que pode ser a 'filha' de uma das estrelas mais antigas já observadas. Esta identificação oferece novas perspectivas sobre a formação estelar.

A astronomia fez um avanço significativo com a identificação de uma estrela que pode ser considerada como uma possível ‘filha’ de uma das estrelas mais antigas do Universo. Este corpo celeste, que foi descoberto, apresenta uma composição incomum, sendo formado quase exclusivamente por hidrogênio e hélio. O pesquisador Alexander P. Ji acredita que essa característica peculiar pode estar relacionada à sua origem, sugerindo que se trata de um remanescente de uma das primeiras estrelas formadas no cosmos.

A estrela, denominada SDSS J0715-7334, foi analisada por uma equipe de cientistas liderada por Kevin C. Schlaufman, co-autor do artigo “Uma estrela quase intocada da Grande Nuvem de Magalhães”, publicado na revista Nature Astronomy. Schlaufman explica que a raridade desse tipo de estrela se deve ao fato de que as mais antigas, conhecidas como População III, eram massivas e tinham vida curta, o que dificulta sua observação atual.

Os achados indicam que, apesar de SDSS J0715-7334 não ser classificada como uma estrela da População III, ela é a mais antiga registrada até o momento na astronomia. O estudo revela que a estrela possui apenas cerca de 0,005% da quantidade de elementos pesados em comparação com Nosso Sol, o que a torna uma das mais “imaculadas” conhecidas até então. Para efeito de comparação, a estrela SDSS J1029+1729, localizada na Via Láctea, contém aproximadamente o dobro dessa quantidade de elementos pesados.

Schlaufman menciona que, embora ainda não tenham sido observadas estrelas da População III, a SDSS J0715-7334 se aproxima dessa classificação em termos de composição. Esta estrela pode ter se formado de uma nuvem de gás que não foi significativamente contaminada por elementos pesados, os quais se originaram de supernovas de estrelas da População III.

A descoberta foi inicialmente feita em 2014, quando Schlaufman analisou dados do levantamento Sloan Digital Sky Survey (SDSS). Recentemente, em 2025, a estrela foi redescoberta, trazendo novos insights sobre a evolução estelar e a história cósmica do Universo.

A pesquisa realizada pela equipe de Ji e Schlaufman não só contribui para a compreensão da formação de estrelas como também lança luz sobre as condições do ambiente cósmico nas primeiras eras do Universo, após o Big Bang. A identificação de SDSS J0715-7334 representa um passo importante no estudo das estrelas primordiais e de como elas moldaram a estrutura do cosmos ao longo do tempo.

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