Neste domingo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou a importância de dobrar o comércio com a Alemanha nos próximos cinco anos. O comércio bilateral, que já ultrapassa a marca de US$ 20 bilhões, foi tema central da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), realizada em Hannover.
Durante o encontro, representantes dos governos e indústrias de ambos os países abordaram questões como a aplicação provisória do Acordo Mercosul-UE e o Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT). Também foram discutidos projetos voltados à digitalização, inteligência artificial, descarbonização e biocombustíveis, áreas consideradas estratégicas para o futuro das relações comerciais.
A Comista faz parte de uma série de atividades que visam fortalecer laços comerciais durante a Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, que ocorrerá em 2026, coincidentemente no início parcial do Acordo Mercosul-UE. O evento tem como foco a energia, sustentabilidade, tecnologia e investimentos, refletindo a importância da colaboração internacional.
Ricardo Alban, presidente da CNI, ressaltou que o Brasil pode se posicionar como um parceiro estratégico da Alemanha, oferecendo previsibilidade, estabilidade democrática e segurança energética em um contexto global desafiador. Alban enfatizou que o Brasil não deseja ser apenas um fornecedor de insumos, mas sim um colaborador na agregação de valor e no desenvolvimento tecnológico.
No contexto das discussões, o presidente Alban propôs o desenvolvimento de um projeto-piloto entre Brasil e Alemanha na área de biocombustíveis. O objetivo é avaliar qualitativamente o potencial dessa parceria, que considera a matriz energética brasileira como um diferencial importante para a descarbonização da indústria europeia, defendendo ações práticas para avançar nessa direção.

