PUBLICIDADE

TOPO SITE

Alessandro Vieira critica Gilmar Mendes após acusações de ligações com milícias

O senador Alessandro Vieira reagiu com veemência às declarações do ministro Gilmar Mendes, que insinuou vínculos do parlamentar com o Crime Organizado. A troca de farpas entre os dois se intensificou nas redes sociais e na esfera jurídica.

O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, intensificou seu tom de crítica ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma publicação nas redes sociais no último domingo, 19. Na postagem, Vieira descreveu a postura de Mendes como um "desequilíbrio vaidoso e agressivo". Essa reação surgiu após o ministro sugerir, em uma entrevista, que o senador poderia estar relacionado a milícias ou ter interesses em financiamentos do Crime Organizado.

Vieira afirmou que a conduta de Gilmar Mendes é incompatível com a função que ocupa e acusou o ministro de utilizar "artifícios toscos" para disfarçar ataques pessoais como meras "hipóteses". O senador destacou que as atitudes de Mendes são evidentes, independentemente de uma suposta cortina de fumaça, e alertou que "as consequências virão, se não agora, logo adiante".

O embate entre os dois ganhou força após Gilmar Mendes criticar publicamente o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que é relatada por Vieira. Mendes questionou a inclusão de investigações contra integrantes do STF no relatório final da CPI. Durante a entrevista à Band, ele ironizou: "Será que ele faz parte de alguma milícia? É uma hipótese".

Além disso, o ministro insinuou que Vieira estaria buscando financiamento ilícito para sua reeleição em Sergipe. Gilmar Mendes também propôs mudanças nas CPIs e se referiu a parlamentares que desafiam o Supremo como "Zés ninguém", afirmando que falta um "adulto na sala" para controlar os excessos do Congresso Nacional.

O confronto não se limita ao ambiente virtual, pois Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue Alessandro Vieira por abuso de autoridade. Esse pedido surgiu após o senador ter incluído o nome do ministro em um pedido de indiciamento no relatório da comissão, proposta que foi rejeitada por 6 votos a 4.

Em resposta, Vieira já apresentou uma defesa técnica na PGR em relação ao pedido de Gilmar. Enquanto isso, o ministro considera o texto da CPI um "juvenil jogo de palavras" sem fundamentos sólidos e argumenta que Vieira desviou o foco da investigação parlamentar ao tentar atacar a liderança do Judiciário.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima