O Governo Lula intensificou sua postura contrária às casas de apostas online, decidindo, por ora, não permitir que a Caixa Econômica Federal participe do mercado de bets. Essa decisão implica que, apesar de já estar habilitada, a estatal não atuará no setor até 2026.
O contexto eleitoral influenciou essa escolha, uma vez que Lula busca conter o crescimento das apostas esportivas no Brasil. Em abril, o presidente afirmou que, se dependesse dele, as bets seriam encerradas. O aumento do endividamento das famílias é uma das preocupações do governo, que teme que isso possa impactar negativamente ações populares, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e a proposta de fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.
Além das questões econômicas, o tema das apostas online também possui um peso político significativo para as eleições de 2026. A análise do governo indica que a oposição às apostas pode unir eleitores conservadores e evangélicos. Na semana passada, o PT (Partido dos Trabalhadores) apresentou um projeto de lei na Câmara com o objetivo de banir as bets do país.
Com a orientação do governo, a Caixa não deve ingressar no setor de apostas esportivas neste ano. A estatal, que já investiu aproximadamente R$ 30 milhões para obter uma autorização provisória e registrou marcas junto ao Ministério da Fazenda em 2024, possui a outorga legal válida até 2029.
Aqueles que defendem a entrada da Caixa no mercado argumentam que a instituição poderia atuar de maneira diferenciada, promovendo jogo responsável e destinando recursos para políticas públicas, algo que, segundo eles, não acontece com as demais empresas que operam no setor.
Em resposta às especulações, a Caixa declarou que está constantemente avaliando as oportunidades de atuação no mercado, sempre de forma responsável e em alinhamento com o ambiente regulatório.

