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STF inicia julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB nesta quarta-feira

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal analisa a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, e Daniel Monteiro, ex-advogado do Banco Master, envolvidos na Operação Compliance Zero.
Foto: Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dará início nesta quarta-feira (22) ao julgamento da decisão que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e de Daniel Monteiro, ex-advogado do Banco Master. O julgamento ocorrerá no plenário virtual e a análise começará às 08h40, com previsão de encerramento às 23h59 de sexta-feira (24).

A prisão de Costa e Monteiro foi determinada por André Mendonça, relator do caso, na nova fase da Operação Compliance Zero, que teve seu desdobramento na semana anterior. A operação investiga irregularidades nas relações comerciais do banco público do DF com o banco de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

As acusações contra Paulo Henrique Costa incluem o recebimento de seis imóveis de Daniel Vorcaro como parte de um esquema de propina, o que teria facilitado a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Os imóveis em questão estão avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais aproximadamente R$ 74,6 milhões já teriam sido pagos.

André Mendonça argumenta que a participação do ex-presidente do BRB transcende uma simples negligência administrativa, implicando uma adesão consciente a atividades criminosas. Segundo ele, Costa teria atuado de forma deliberada para favorecer a liquidez do banco de Vorcaro em troca de benefícios indevidos.

Por outro lado, Daniel Monteiro é considerado um dos principais operadores do esquema que envolve o banqueiro. As investigações revelam que ele atuava como intermediário jurídico-financeiro de Vorcaro e teria montado um “compliance paralelo” para conferir uma aparência de legalidade às transações realizadas pelo banco. Além disso, Monteiro teria estruturado empresas de fachada para ocultar patrimônio e documentos relacionados ao esquema.

O desfecho desse julgamento pode ter impactos significativos nas investigações da Operação Compliance Zero, uma vez que o STF decidirá se mantém ou não a prisão preventiva dos acusados, o que poderá influenciar o andamento das apurações e a responsabilização dos envolvidos.

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