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Gilmar Mendes defende a continuidade do inquérito das fake news e critica ataques à Justiça

Em entrevista ao Jornal da Globo, Gilmar Mendes reafirmou a importância do inquérito das fake news e criticou declarações do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre a Corte. Mendes enviou notícia-crime ao gabinete de Alexandre de Moraes para apuração.
Foto: Foto: Ton Molina/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou sua defesa pela continuidade do inquérito das fake news durante uma entrevista ao Jornal da Globo, que foi ao ar na noite do dia 22 de abril de 2026. Mendes destacou que a investigação é essencial e deve seguir até sua conclusão, afirmando que "a Corte tem sido vilipendiada" e que é necessário que haja respostas a ataques dirigidos à Justiça.

Em suas declarações, o ministro comentou sobre a atuação do relator da CPI do Crime Organizado, que fez pedidos de indiciamento sem considerar os verdadeiros responsáveis por crimes. Mendes enfatizou a relevância do inquérito, especialmente com a proximidade das eleições, e reiterou que a investigação deve ser mantida ativa.

Gilmar Mendes também se referiu ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após a divulgação de vídeos que continham críticas a membros do STF. O ministro alertou que todos que ocupam cargos públicos devem agir com responsabilidade e não utilizar linguagem que possa ser considerada ofensiva. Mendes afirmou que Zema está tentando se aproveitar do momento eleitoral para fazer declarações impróprias.

Além disso, o ministro enviou uma notícia-crime ao gabinete de Alexandre de Moraes, que será responsável pela apuração no âmbito do inquérito das fake news. O caso já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República e está sob sigilo.

Mendes também abordou a questão da dívida do governo de Minas Gerais com a União, ressaltando que a administração de Zema foi possível graças a liminares obtidas no STF. Sobre o caso do Banco Master, o ministro esclareceu que não se trata de um escândalo envolvendo a Corte, mas sim um caso que, segundo ele, foi mal interpretado pela imprensa, que o relacionou à Praça dos Três Poderes.

O ministro fez um apelo para que tanto as instituições quanto a imprensa realizem uma autocrítica sobre suas atuações. Mendes lembrou que a imprensa apoiou a Lava Jato e que esse apoio não foi acompanhado de uma reflexão crítica posterior, o que considera relevante para o aprimoramento do trabalho jornalístico.

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